SP-Arte Rotas 2025

A Marco Zero apresenta na SP-Arte Rotas 2025, de 27 a 31 de agosto, na ARCA, um projeto que promove diálogos entre as produções de jovens artistas da galeria com nomes de destaque da arte moderna e contemporânea do Brasil. Sob curadoria de Cristiano Raimondi, a exposição estabelece essas conexões, tanto de ordem técnica quanto formais, como dispositivos de reflexão, evidenciando não só o que aproxima, mas, em alguns casos, também o que diverge entre diferentes modos de fazer.


A exposição reúne obras de Advânio Lessa, Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Volpi, Antônio Dias, Bozó Bacamarte, Bruno Vilela, Chacha Barja, Francisco Brennand, Frans Krajcberg, Gilvan Samico, José Antônio da Silva, Juliana Lapa, Lu Ferreira, Marlene Almeida, Miguel dos Santos, Montez Magno, Ramonn Vieitez, Rayana Rayo, Siron Franco e Vinicius Barajas.

Dividida em quatro núcleos, a mostra estabelece interlocuções, por exemplo, entre os trabalhos e pesquisas com pigmentos minerais de Marlene Almeida (PB, 1942) e de Vinicius Barajas (SP, 1984), que se vale da mesma matéria. Ambos têm a ecologia e a desierarquização da relação da humanidade com a natureza como pontos importantes nas suas produções. Marlene desenvolve sua pesquisa há mais de cinquenta anos, estabelecendo uma relação material, poética e filosófica com a terra e a natureza.
Ceramista e arquiteto de formação, Vinicius Barajas também tem a terra como primeiro elemento de contato a partir do qual se aprofunda na história, na cultura, na arquitetura e nos saberes locais.


De forma semelhante, a mostra aproxima as paisagens alegóricas de Juliana Lapa (PE, 1985), que articula a relação do corpo com a natureza para trabalhar temas como memória, pertencimento, gênero, entre outros, das pinturas aéreas de Guignard (RJ, 1896-1962). Uma pintura de grandes dimensões de Lu Ferreira (PE, 1984), artista que se dedica aos resquícios que sobrevivem à passagem do tempo, aplicando e lavando as diversas camadas de tinta a óleo que insere sobre tela, é colocada ao lado de telas também em grandes formatos de Montez Magno (PE, 1934-2023). Rayana Rayo (PE, 1989), por sua vez, apresenta uma tela recente de sua pesquisa acerca da paisagem peninsular próxima a uma paisagem em chamas de José Antonio da Silva (SP, 1909-1996).


Essas aproximações também ecoam na exposição quando observada como um todo, com os atravessamentos de temporalidades, práticas, poéticas e vivências dos artistas. Os encontros propostos disparam possibilidades de interpretar, tensionar e questionar, a partir das produções dos artistas selecionados, alguns múltiplos caminhos da criação artística no Brasil desde a segunda metade do século XX até os dias de hoje.

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Marco Zero na SP-Arte Rotas 2025
Estande D1
Onde: ARCA – Av. Manuel Bandeira, 360 – Vila Leopoldina, São Paulo
Período: 27 a 31 de agosto
Visitação:
27 de agosto – convidados
28 de agosto – 13h às 20h
29 e 30 de agosto – 12h às 20h
31 de agosto – 12h às 19h